Pentágono avalia bilhões para terceirizar navios de guerra

Deivid Jorge Benetti
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Estudo bilionário pode mudar onde os navios americanos nascem

Pentágono – Em seu orçamento para 2027, o Departamento de Defesa reservou US$ 1,85 bilhão para analisar se parte da próxima geração de navios de guerra pode sair de estaleiros no Japão ou na Coreia do Sul, países vizinhos da China e líderes globais em capacidade naval.

  • Em resumo: Washington cogita romper regra histórica e construir embarcações fora do território americano.

A corrida contra o relógio industrial

Com atrasos crônicos em estaleiros domésticos, a Marinha vê a frota encolher enquanto Pequim expande a sua. O plano, apelidado de “Golden Fleet”, prevê US$ 65,8 bilhões para acelerar encomendas e já avalia usar projetos prontos dos aliados asiáticos, segundo apuração da agência Reuters.

“Recorrer a estaleiros estrangeiros para grandes navios militares é algo raro na história recente dos Estados Unidos”, admite um documento interno citado no debate.

O que está em jogo para o equilíbrio no Pacífico

A medida enfrenta barreiras legais que exigem autorização expressa de segurança nacional, além da pressão de estaleiros americanos que reivindicam investimentos em casa. Ainda assim, o fator tempo pesa: estimativas do Escritório de Inteligência Naval indicam que a China já opera mais de 370 navios de combate — contra cerca de 290 da US Navy — e poderá chegar a 440 até 2030 se o ritmo atual continuar.

Para analistas, produzir fragatas e destróieres em Yokohama ou Busan reduziria prazos em até 30%, graças a linhas de produção automatizadas e contratos de longo prazo firmados nesses estaleiros para exportação civil e militar. Caso avance, o acordo seria o primeiro desde a Segunda Guerra em que navios de combate dos EUA nascem integralmente fora do país, sinalizando uma nova lógica de alianças na região Indo-Pacífico.

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Crédito da imagem: Divulgação / Getty Images

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CEO e fundador com atuação em Porto Alegre e região metropolitana. Comunicador e produtor de conteúdo jornalístico, lidera a criação de reportagens, coberturas ao vivo e projetos multimídia voltados à informação local, com presença ativa nas redes sociais e plataformas digitais. À frente do MPV, desenvolve um trabalho independente focado em dar visibilidade a temas de interesse público, aproximando a comunidade das notícias do dia a dia com linguagem acessível e dinâmica. Seu trabalho se destaca pela agilidade na apuração, proximidade com o público e compromisso com a informação. .