Advogado-geral detalha visão de transparência e autocontenção no Supremo
Jorge Messias – indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a vaga deixada por Luís Roberto Barroso – falou por 38 minutos na Comissão de Constituição e Justiça do Senado em 29 de abril de 2026, emocionando senadores ao ligar sua trajetória familiar à defesa de um STF mais discreto.
- Em resumo: Messias prometeu um tribunal “colegiado, discreto e autocontido”, distante de “ativismo ou passivismo”.
Voz embargada e recado sobre equilíbrio institucional
Logo nos primeiros minutos, o advogado-geral precisou pausar ao lembrar sua origem humilde. Na parte técnica, apontou que o Supremo deve dialogar com os outros Poderes e aperfeiçoar mecanismos de transparência, alinhando-se a parâmetros internacionais citados em relatórios de referência.
“A Corte deve buscar aperfeiçoamento institucional, ampliar transparência e preservar a segurança jurídica”, frisou Messias diante da CCJ.
O que está em jogo na sucessão de Barroso
Além de redefinir o perfil do tribunal após a aposentadoria de Barroso em 2025, a sabatina ocorre num momento em que o governo lida com temas sensíveis, como descriminalização de drogas e regulação das redes sociais. Caso aprovado, Messias será o segundo nome indicado por Lula nesta gestão, consolidando uma maioria de sete ministros escolhidos por presidentes do PT desde 2003.
No mercado jurídico, a leitura é de que a fala agradou tanto à ala governista quanto a parlamentares conservadores, pois reforçou compromisso com “segurança jurídica” – preocupação central para investidores estrangeiros, segundo levantamento da FGV. A votação na CCJ está prevista para a próxima semana, e bastam 41 votos no plenário para confirmar o novo ministro.
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Crédito da imagem: Divulgação / Senado Federal