Forças de Israel interceptam flotilha e detêm brasileiros

Deivid Jorge Benetti
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Tripulação relata uso de drones, lasers e armas no alto-mar

Global Sumud Flotilla teve dois de seus barcos retidos em 29 de abril de 2026, no Mediterrâneo, após abordagem de militares que se identificaram como israelenses; 175 ativistas, incluindo brasileiros, foram levados sob custódia.

  • Em resumo: Israel diz ter interceptado 21 das 58 embarcações que tentavam chegar a Gaza.

Abordagem ocorreu a centenas de milhas da costa de Gaza

Segundo a coordenação da flotilha, lanchas da Marinha cercaram as embarcações, procedimento confirmado por fontes ouvidas pela Reuters, utilizando drones para rastreamento e canhões de luz verde contra a tripulação.

“As embarcações foram sobrevoadas por drones e monitoradas por um navio nas proximidades. Lanchas militares, que se identificaram como forças de Israel, abordaram a frota apontando lasers e armas contra integrantes da tripulação”, declarou a organização em nota.

Brasileiros sob custódia e pressão diplomática crescente

No barco retido estavam os ativistas brasileiros Thiago Ávila e Mandi Coelho, pré-candidata pelo PSTU. Outros cinco compatriotas navegavam em embarcações desviadas para Creta, na Grécia, por questões de segurança. Familiares pedem ação imediata do Itamaraty para garantir a integridade física dos detidos.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, o Ministério das Relações Exteriores de Israel exibiu “preservativos e drogas” alegando que o material estaria a bordo, enquanto integrantes da flotilha seguem sustentando que levavam suprimentos médicos. O episódio reacende o debate sobre o bloqueio marítimo à Faixa de Gaza, vigente desde 2007, e lembra incidentes como o caso Mavi Marmara, em 2010, quando nove ativistas morreram após intervenção israelense.

Nesta nova missão, a flotilha zarpou da Espanha no início de abril com 58 barcos civis. A intenção declarada era entregar ajuda humanitária diretamente ao enclave palestino, burlando portos controlados por Israel. Para especialistas em direito internacional, a distância em que ocorreu a intercepção — relatada pelo Times of Israel como “centenas de milhas” da costa — deverá alimentar contestações jurídicas sobre a legalidade da operação naval.

O que você acha? Interceptar missões civis ajuda ou atrapalha a busca por soluções em Gaza? Para acompanhar outros desdobramentos, acesse nossa editoria Mundo.


Crédito da imagem: Divulgação / Global Sumud Flotilla

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CEO e fundador com atuação em Porto Alegre e região metropolitana. Comunicador e produtor de conteúdo jornalístico, lidera a criação de reportagens, coberturas ao vivo e projetos multimídia voltados à informação local, com presença ativa nas redes sociais e plataformas digitais. À frente do MPV, desenvolve um trabalho independente focado em dar visibilidade a temas de interesse público, aproximando a comunidade das notícias do dia a dia com linguagem acessível e dinâmica. Seu trabalho se destaca pela agilidade na apuração, proximidade com o público e compromisso com a informação. .