Tecnologia de rastreio revela truques de bandeira falsa que sustentam a exportação de petróleo iraniano
Irã – Mesmo sob sanções severas, a República Islâmica mantém o fluxo de petróleo graças a uma frota de “navios-fantasma” que navegam no Estreito de Hormuz com transponders desligados e registros falsificados, segundo analistas de tráfego marítimo.
- Em resumo: Embarcações trocam bandeiras e cortam sinais AIS para escapar do cerco naval dos EUA.
Radares comerciais desnudam a rota oculta
Imagens de satélite combinadas a dados de tráfego revelam navios que “somem” perto da costa iraniana e “reaparecem” em portos da Ásia com outra identidade, detalhou um relatório citado pela Reuters. Especialistas apontam mudanças de calado — diferença entre o nível de água antes e depois da viagem — como prova do carregamento clandestino de petróleo.
“Essa shadow fleet usa bandeiras de conveniência e navega ‘no escuro’ para evitar patrulhas dos EUA no Golfo”, diz o estudo, ressaltando que a prática viola convenções marítimas internacionais.
Petróleo segue valendo bilhões, apesar das sanções
Estima-se que o Irã exporte atualmente mais de 1,3 milhão de barris diários, volume próximo ao pré-sanções de 2018. Parte dessa resiliência se deve a acordos com refinarias independentes na China e à triangulação via Malásia e Emirados Árabes. Analistas comparam a estratégia iraniana à usada pela Rússia após a invasão da Ucrânia, criando um mercado paralelo de petroleiros sem seguro ocidental.
Além de receitas para Teerã, o esquema pressiona o preço global do frete e alimenta debate na Organização Marítima Internacional sobre lacunas na fiscalização de bandeiras de conveniência.
O que você acha? A comunidade internacional conseguirá fechar essas brechas ou veremos mais “navios-fantasma” nos próximos anos? Para mais análises geopolíticas, acesse nossa editoria de Mundo.
Crédito da imagem: Divulgação / Al Jazeera