Polemika digital expõe rachadura entre aliados religiosos de Trump
Donald Trump viu-se no centro de uma tempestade política e teológica após compartilhar — e depois apagar — uma imagem gerada por inteligência artificial que o retratava como Jesus Cristo, alimentando um choque público com o papa Leão XIV.
- Em resumo: Montagem de IA e críticas ao pontífice derrubam apoio católico decisivo para 2026.
Pressão inédita obriga recuo imediato
A remoção do post na Truth Social marcou uma rara concessão de Trump diante da própria base. Lideranças evangélicas e católicas chamaram a arte de “blasfêmia”, ecoando comentários publicados em fóruns conservadores. Segundo a Reuters, figuras próximas à campanha avaliaram que manter a montagem no ar poderia “custar votos em estados-chave”.
“Deus não será zombado”, escreveu um seguidor influente, apontando a fratura entre fé e estratégia eleitoral no campo republicano.
Crítica direta ao Vaticano amplia desgaste
O impasse ganhou corpo quando Trump, também na Truth Social, atacou o papa Leão XIV por condenar a escalada militar no Irã. O pontífice respondeu que “continuará defendendo a paz”, abandonando a diplomacia indireta que vinha adotando contra chefes de Estado. Analistas vaticanistas destacam que citar o presidente norte-americano pelo nome quebra um protocolo raramente violado nas últimas décadas.
Números eleitorais em jogo
O episódio não poderia surgir em momento pior para o ex-presidente. Dados do Pew Research Center mostram que a fatia de católicos que declarou voto em Trump caiu de 51% em 2024 para 46% em 2026, diferença suscetível de definir o resultado em estados como Pensilvânia e Wisconsin. Além disso, o Partido Republicano tenta conter perdas depois de sucessivos embates culturais que minaram o apoio de moderados.
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Crédito da imagem: Getty Images / Reprodução Truth Social