Professor da UFRGS descreve ciclo de “sobe-e-desce” que freia o avanço do país
Brasil – Na visão do economista Henrique Morrone, divulgada recentemente, a economia nacional lembra um elevador que nunca ultrapassa o 12º andar: há movimento, mas quase nenhum progresso efetivo, mantendo o país preso a um patamar mediano e oneroso.
- Em resumo: Morrone sustenta que o Brasil gasta energia sem romper o teto de crescimento, enquanto outras nações avançam.
Elevador limitado simboliza o crescimento travado
No artigo, o professor descreve duas torres: na primeira, onde está o Brasil, o elevador oscila entre poucos andares; na segunda, países antes mais pobres conseguem subir vários níveis. A alegoria reforça que, apesar de não haver colapso estrutural, o sistema carece de força para ir além. Essa leitura ecoa os dados da Reuters sobre o desempenho abaixo da média latina, que apontam para ganhos de produtividade estagnados desde a década passada.
“Mover-se não é o mesmo que subir”, escreve Morrone, alertando para um modelo que “consome energia sem produzir deslocamento relevante”.
Custo social e o preço de “subir pela escada”
Quando o elevador falha, observa o autor, resta a escada: mais esforço, tempo e fôlego para chegar a patamares parecidos. Na prática, isso se traduz em crédito caro, infraestrutura defasada e baixos níveis de investimento. Segundo o Banco Mundial, o Brasil investe cerca de 15% do PIB, contra 25% da média asiática — uma diferença que ajuda a explicar a dificuldade de “ultrapassar a faixa superior”.
O que você acha? O país conseguirá destravar esse “elevador econômico” ou continuará preso entre poucos andares? Para acompanhar outras análises, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Sul21