Mudança na lei impõe nova agenda de bem-estar corporativo
Cremers – Recentemente, o Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul reuniu colaboradores para discutir como a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) transforma a gestão de saúde mental em obrigação legal dentro das empresas.
- Em resumo: advogados detalharam impactos da NR-1 e defenderam respeito, acolhimento e produtividade saudável.
NR-1 transforma saúde mental em questão legal
Durante a palestra “Trabalho, dignidade e bem-estar na organização”, a advogada Alessandra Pisoni e o advogado trabalhista João Victor Moura Messias explicaram que a nova NR-1, em vigor desde 2022, exige a identificação e o controle de riscos psicossociais — como assédio e estresse crônico — em todos os ambientes laborais. A medida acompanha o aumento de afastamentos por transtornos mentais no país, que, segundo dados citados em reportagem do G1, já é o maior em uma década.
“É absolutamente essencial que o trabalho seja espaço de respeito, acolhimento e promoção da saúde física e mental”, enfatizou a segunda-secretária Laís Leboutte na abertura.
Por que o tema importa para médicos e empresas
Além de aplicar-se a indústrias e escritórios, a NR-1 impacta diretamente hospitais e clínicas, onde jornadas extensas e exposição a situações de alto estresse elevam o risco de adoecimento. A Organização Mundial da Saúde estima que ansiedade e depressão custem à economia global US$ 1 trilhão por ano em perda de produtividade, valor que reforça a urgência apontada pelo Cremers em alinhar boas práticas à legislação.
O evento, direcionado a funcionários, terceirizados e estagiários, terminou com um coffee break para trocar experiências e fortalecer a cultura interna de bem-estar.
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Crédito da imagem: Divulgação / Cremers