Rejeição abre espaço para candidatos dispostos a confrontar o Supremo
Jorge Messias – A não aprovação do jurista ao Supremo Tribunal Federal (STF) provocou um abalo imediato na corrida pelas 27 vagas do Senado que estarão em disputa em outubro.
- Em resumo: derrota ampliou visibilidade de postulantes que pregam abertamente o impeachment de ministros do STF.
Senado vira palco central após revés da indicação
Aliados do governo reconhecem que a eleição ganhou novo tom após o fracasso de Messias. Segundo levantamento citado pela CNN Brasil, ao menos nove pré-candidatos aproveitaram o episódio para vincular suas campanhas a pautas de “freios ao Judiciário”.
“Para que um ministro seja afastado, são necessários 54 votos, o equivalente a dois terços da Casa”, determina o artigo 52 da Constituição Federal.
Por que o discurso pró-impeachment ganhou tração?
Parlamentares conservadores enxergam na rejeição a Messias um “termômetro” do desgaste entre Senado e Supremo – tensão que já vinha crescendo desde a CPI da Pandemia. O tema é popular em bases eleitorais que consideram o STF ativista, lembram analistas ouvidos pela Reuters.
Tradicionalmente vistas como difíceis de prosperar, as mais de 60 petições para afastar ministros engavetadas em 2023 agora voltam ao debate. Pesquisas internas de partidos indicam que menções ao “voto pró-impeachment” elevam em até 12 pontos a intenção de voto em estados do Centro-Oeste e do Sul.
O que você acha? A pauta de impeachment deve pautar o Senado ou é mera retórica eleitoral? Para mais análises, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Gazeta do Povo