Reveses em série expõem fragilidade do Planalto no Legislativo
Lula viu sua base ruir quando, em sessão transmitida pela Band, o Senado rejeitou Jorge Messias ao STF e, na sequência, o Congresso derrubou o veto presidencial à lei da dosimetria, abrindo caminho para penas mais brandas aos réus do 8 de Janeiro.
- Em resumo: Derrotas seguidas no Senado e na Câmara ampliam a pressão sobre o governo.
Senado fecha portas ao “advogado do diabo”
Com 47 votos contrários, a Casa Alta barrou a indicação de Messias, rompendo a sequência de nomeações palacianas ao Supremo. Analistas veem na decisão um recado claro contra o aparelhamento do Judiciário, como destacou a agência Reuters em sua cobertura.
“A decisão do Senado deve ser respeitada”, afirmou o decano Gilmar Mendes ao reconhecer o placar adverso para o Planalto.
Dosimetria aprovada: flanco aberto para oposição
Horas depois, deputados e senadores derrubaram o veto de Lula à dosimetria. O relator Paulinho da Força calcula que o ex-presidente Jair Bolsonaro poderá migrar ao regime semiaberto em até 18 meses, o que galvanizou a ala bolsonarista — celebrada em plenário ao som de “Parabéns a você” pelo aniversário de Flávio Bolsonaro.
O pacote de reveses também expõe o novo articulador político José Guimarães, que estreou sob críticas. No mercado, cresce a percepção de que a fraqueza legislativa pode travar projetos prioritários e manter um clima de desgaste contínuo no governo.
O que você acha? As derrotas sinalizam um freio duradouro às pautas do Planalto ou são tropeços pontuais? Para mais análises, acesse nossa editoria de Política.
Crédito da imagem: Divulgação / O Sul