Genéricos e novos formatos prometem popularizar as “canetas emagrecedoras”
Semaglutida — Com o término da patente em 20/03/2026, o princípio ativo de Ozempic e Wegovy abriu espaço para uma disputa de laboratórios nacionais e internacionais, sinalizando quedas de preço que podem recolocar o tratamento no radar das políticas públicas.
- Em resumo: a concorrência deve reduzir o custo mensal em até 30%, segundo projeções setoriais.
Concorrência acirrada acelera a queda de valores
Apostando em um mercado estimado em R$ 15 bilhões, gigantes como EMS, Biomm e farmacêuticas estrangeiras correm para registrar versões biossimilares da semaglutida na Anvisa. A tendência é semelhante ao que ocorreu com outros biológicos, nos quais a entrada de genéricos derrubou preços em torno de 1/3, aponta reportagem da BBC News.
“O fim da patente cria um ambiente de disputa que beneficia o paciente e pressiona o SUS a reavaliar o custo-benefício do tratamento”, destaca a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).
Pílulas e triplos agonistas: a próxima onda já está nos testes
Enquanto os preços das canetas devem cair, a próxima geração — liderada por moléculas orais como o orforglipron e por triplos agonistas como a retatrutida — promete maior eficácia e logística simplificada sem necessidade de refrigeração. Especialistas veem nesses formatos a chave para ampliar o acesso em regiões com infraestrutura limitada, além de potencial economia ao sistema de saúde por evitar cirurgias bariátricas e complicações de diabetes no longo prazo.
O que você acha? A queda da patente será suficiente para tornar o emagrecimento farmacológico mais democrático ou a adoção no SUS ainda encontrará barreiras? Para acompanhar outras análises sobre inovação em saúde, visite nossa editoria de Tecnologia.
Crédito da imagem: Divulgação / zimmytws