Recusa de aperto de mão expõe crise FIFA entre Palestina e Israel

Deivid Jorge Benetti
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Tensão política domina palco da FIFA e constrange Gianni Infantino

Jibril Rajoub – presidente da Federação Palestina de Futebol – virou o centro das atenções na última quinta-feira (30/4/2026) ao recusar o cumprimento do vice da Federação de Israel, Basim Sheikh Suliman, durante o 74º Congresso da FIFA em Bangcoc.

  • Em resumo: Gesto evidencia impasse sobre clubes israelenses instalados em assentamentos da Cisjordânia.

Bastidores da tentativa de reconciliação

Convocados ao palco por Gianni Infantino, os dois dirigentes ouviram o presidente da FIFA clamar por “esperança às crianças”. Mesmo assim, Rajoub manteve a distância, deixando o mandatário suíço visivelmente constrangido. De acordo com reportagem da agência Reuters, a recusa foi calculada para reforçar a denúncia palestina contra supostas violações israelenses.

“Não podemos apertar a mão de alguém que os israelenses trouxeram para encobrir seu fascismo e genocídio. Estamos sofrendo”, declarou Susan Shalabi, vice-presidente da federação palestina.

O gesto simbólico ocorreu no meio de uma batalha judicial: a federação palestina acionou a Corte Arbitral do Esporte (CAS) para que a FIFA puna clubes israelenses que atuam em assentamentos considerados ilegais pelo direito internacional. A entidade máxima, contudo, sustenta que o status indefinido da região limita sanções imediatas.

A conjuntura pressiona a FIFA a seguir precedentes recentes, como a suspensão de seleções russas após a invasão da Ucrânia, ou manter-se neutra. Analistas lembram que, em 2017, problema parecido foi arquivado, mas hoje o conflito ganhou nova gravidade após os combates iniciados em 2023 e o frágil cessar-fogo de 2025.

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Crédito da imagem: Divulgação / FIFA

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