Falta de obras e privatização do DMAE acendem alerta máximo
Rio Grande do Sul – Dois anos depois da tragédia climática que alagou 92,4% dos municípios, o estado ainda carece de projetos básicos de contenção, enquanto um novo El Niño se aproxima e especialistas temem a repetição de cenas devastadoras.
- Em resumo: Planos de prevenção não saíram do papel, o DMAE enfrenta processo de privatização e o Guaíba já ultrapassou 5,35 m em 2024.
Avisos ignorados e ciência silenciada
Alertas técnicos sobre a precariedade do sistema de proteção foram emitidos desde a enchente de 2023, mas o poder público optou pela inércia. Reportagem do G1 mostra que a falta de investimento em dragagem e manutenção dos diques é um gargalo histórico que se agravou nos últimos anos.
“Dois anos depois da tragédia, a prefeitura sequer tem projeto para proteger a cidade.”
El Niño e o caminho de novas tempestades
O Instituto Nacional de Meteorologia projeta chuvas 35% acima da média para o Sul no próximo trimestre, agravadas pelo aquecimento anômalo do Pacífico. Segundo o Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas, cada R$ 1 investido em prevenção poupa até R$ 6 em reconstrução — uma equação ignorada quando obras no entorno do Aeroporto Salgado Filho ganham prioridade sobre a drenagem de bairros periféricos.
O que você acha? O RS está preparado para enfrentar outro evento extremo? Para mais detalhes, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Sul21