Pressão popular e órgãos de controle miram falhas no saneamento gaúcho
Corsan/Aegea – A concessionária virou alvo de uma articulação estadual após o “Mapa da Crise”, que compilou denúncias de mais de 100 municípios e escancarou desabastecimento, tarifas abusivas e resistência à fiscalização.
- Em resumo: 198 procedimentos do MP apontam padrão de falhas em água e esgoto desde a privatização.
Mobilização ganha apoio político e institucional
O movimento liderado pela vereadora Marina Bernardes, de Passo Fundo, somou rapidamente relatos de todo o Estado. A repercussão chamou a atenção de órgãos como Ministério Público, Defensoria e Agência Nacional de Águas, além de veículos de referência como a GZH, que acompanham a crise e cobram respostas.
“Há mais de um ano nosso mandato vem denunciando diferentes descasos. Observamos que esse padrão se repete em todo o Estado”, afirmou Marina Bernardes.
Fiscalização frágil agrava cenário; dados mostram atraso histórico
A Agergs admite falta de equipe para monitorar os 317 municípios atendidos. Segundo o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS 2022), o Rio Grande do Sul investiu R$ 86 por habitante em saneamento, abaixo da média nacional de R$ 100, o que ajuda a explicar as lacunas estruturais que agora explodem em forma de reclamações.
A ANA estuda endurecer normas para exigir quadro técnico mínimo das agências locais. Já em Brasília, parlamentares gaúchos articulam emendas que condicionem repasses federais à comprovação de metas de cobertura e qualidade, tentando evitar que a meta de universalização até 2033 fique no papel.
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Crédito da imagem: Prefeitura de Encantado / Divulgação