Movimento pressiona PSOL e redefine o tabuleiro eleitoral no RS
PT – Na última segunda-feira (13), o diretório estadual selou a formação de uma frente de centro-esquerda no Rio Grande do Sul ao endossar a candidatura de Juliana Brizola (PDT) ao Palácio Piratini, deixando a escolha do vice para os próximos dias.
- Em resumo: Edegar Pretto foi escalado para articular o bloco e buscar novas adesões.
Estrategistas miram unidade de centro-esquerda
A decisão petista segue a orientação nacional de fortalecer a reeleição do presidente Lula e ocorre enquanto outras legendas, como Rede e PCdoB, já sinalizam adesão. Conforme destacou o G1, alianças estaduais são vistas como termômetro para a disputa federal de 2026.
“Vamos manter o diálogo com os partidos que estiveram conosco, organizando um movimento conjunto”, afirmou Edegar Pretto ao aceitar a missão de costurar a coligação.
PSOL estuda candidatura própria e pode alterar cenário
Fora do acordo até o momento, o PSOL reúne suas correntes internas antes de deliberar. Parte da militância defende chapa pura ao governo e ao Senado, estratégia que, se confirmada, poderia fragmentar o campo progressista. Em 2014, uma divisão semelhante abriu espaço para vitória conservadora no Estado, lembram analistas.
Especialistas apontam que o eventual apoio psolista a Brizola criaria a maior coligação de esquerda desde 2010, quando Tarso Genro (PT) venceu ainda no primeiro turno. Já a manutenção de duas candidaturas tenderia a empurrar o bloco para um segundo turno mais acirrado, possivelmente contra nomes de direita ligados ao agronegócio.
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Crédito da imagem: Divulgação / Sul21