Fanatismo religioso reacende tensões geopolíticas no Oriente Médio

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Historiador traça linha direta entre a queda de Roma e as bombas sobre Gaza

Luiz Marques – Em artigo publicado recentemente, o cientista político resgata lições da Antiguidade para explicar por que narrativas sagradas ainda legitimam guerras, bloqueios e alianças estratégicas no Oriente Médio.

  • Em resumo: Antigos dogmas, quando convertidos em política de Estado, mantêm viva a lógica de “terra prometida” e justificam ações militares contemporâneas.

Da ascensão cristã ao sionismo contemporâneo

No texto, Marques relembra que o historiador inglês Edward Gibbon apontou cinco razões para o triunfo do cristianismo sobre o paganismo romano. A lista — que inclui disciplina interna e promessa de vida eterna — ecoa na organização de partidos modernos e, segundo o autor, no nacionalismo religioso que estrutura o Estado de Israel. Como exemplo, ele menciona o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que une “semitismo ao sionismo” para galvanizar apoio interno, estratégia analisada em reportagens da BBC News.

“Nunca uma política de não violência foi tão necessária e urgente.” – Luiz Marques

Conflitos atuais vistos pelo retrovisor da História

Ao mapear séculos de perseguições, da Inquisição à Shoah, o professor da UFRGS sugere que memórias coletivas podem virar combustível de novos embates. A recente ofensiva em Gaza, por exemplo, seria um desdobramento da ideia bíblica de posse exclusiva da terra, agravada pelo apoio dos Estados Unidos e pela tentativa de conter iniciativas como a Belt and Road Initiative e a articulação dos BRICS.

O autor alerta que bombardear escolas ou hospitais não só amplia o ressentimento regional, mas alimenta a extrema-direita global e enfraquece mecanismos multilaterais de solução de conflitos. Para ele, construir “uma nova esfera pública internacional” exige coragem política e reconhecimento do Outro — premissas que, no passado, selaram a própria queda de impérios.

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Crédito da imagem: Divulgação / Sul21

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