Do anonimato à consagração: como um mel do Sul supera concorrentes globais
Apis Nativa – A pequena produtora de Araranguá, em Santa Catarina, acaba de cravar seu nome na elite gastronômica mundial ao conquistar, em 2025, a medalha de ouro no Paris International Honey Awards, desbancando amostras da Nova Zelândia, Turquia e Espanha.
- Em resumo: O terroir catarinense gerou um mel com aroma complexo que virou referência para chefs na Europa e na Ásia.
O que faz esse mel se diferenciar nas provas internacionais?
Especialistas apontam que a combinação de clima subtropical, floresta de Restinga e manejo sustentável cria um “blend” floral único. Segundo dados compilados pela BBC News, regiões com alta biodiversidade tendem a produzir méis mais ricos em compostos voláteis, responsáveis por notas de frutas secas e leve toque cítrico percebidas pelos jurados franceses.
“Entre 450 amostras avaliadas, o mel de Araranguá apresentou o maior índice de complexidade sensorial e estabilidade de cor”, destacou o relatório oficial do Paris International Honey Awards 2025.
Impacto econômico e potencial gastronômico para o Brasil
Embora 70% da produção ainda seja exportada, o prêmio reacende o interesse de empórios nacionais e restaurantes de alta cozinha. A Federação Catarinense de Apicultura projeta aumento de 40% na demanda interna nos próximos dois anos. Paralelamente, a cotação internacional do mel brasileiro subiu 12% em 2025, refletindo a visibilidade conquistada por lotes premiados.
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Crédito da imagem: Divulgação / Apis Nativa