Encontro em Londres busca blindar comércio mundial de energia e isolar Teerã
Reino Unido – Em Londres, representantes de 40 países iniciaram nesta segunda-feira uma cúpula emergencial para restaurar a navegação no estratégico Estreito de Ormuz, após sucessivas ameaças de Teerã. A chanceler britânica Yvette Cooper abriu o encontro acusando o Irã de manter “a economia mundial de refém”.
- Em resumo: Coalizão liderada pelo Reino Unido tenta reabrir a rota que escoa cerca de 20% do petróleo consumido no planeta.
Por que Ormuz é vital para o mundo?
Responsável pela passagem diária de quase 17 milhões de barris de petróleo, o Estreito de Ormuz liga o Golfo Pérsico ao Oceano Índico e é considerado o ponto mais sensível do comércio global de energia. Segundo dados citados pela agência Reuters, qualquer interrupção prolongada pode elevar imediatamente o preço do barril e provocar escassez de combustíveis.
“O Irã está fazendo a economia mundial de refém”, declarou Yvette Cooper, cobrando “resposta unida” dos participantes.
Sabotagens, sanções e o xadrez político regional
Nos últimos meses, embarcações comerciais relataram abordagens hostis e minas flutuantes na região, intensificando a tensão no Golfo. Especialistas lembram que Teerã já fechou Ormuz temporariamente em 2012, durante uma crise nuclear semelhante. À época, o bloqueio fez o Brent saltar quase 25% em poucas semanas.
A nova coalizão discute reforço naval, corredores de segurança e eventual retomada de diálogo diplomático com o Irã. Países do G7, membros da OTAN e produtores do Golfo, como Arábia Saudita e Emirados Árabes, participam das conversas, mas os Estados Unidos não enviaram delegação oficial, sinalizando divergências táticas sobre a pressão a ser exercida.
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Crédito da imagem: Divulgação / Reuters