Queda abrupta de visitantes força reforma no hotel-símbolo dos Emirados
Burj Al Arab — O hotel em forma de vela anunciou que ficará totalmente fechado por 18 meses para uma reforma liderada pelo arquiteto francês Tristan Auer, medida atribuída à retração turística provocada pelos ataques iranianos registrados desde fevereiro.
- Em resumo: ícone de Dubai interrompe atividades após perda de hóspedes e danos causados por destroços de drones.
Danos e cancelamentos pressionam Jumeirah
Em nota distribuída na última terça-feira, a controladora Jumeirah confirmou a modernização “há muito aguardada”, mas evitou mencionar diretamente o conflito. Um funcionário, porém, disse à Reuters que as reservas serão realocadas para hotéis próximos enquanto o prédio permanece fechado.
“Desde março, fragmentos interceptados atingiram o Burj Al Arab, Palm Jumeirah e até o aeroporto de Dubai”, aponta o comunicado interno obtido pela imprensa local.
Impacto econômico vai além da hotelaria
Somente no primeiro mês de escalada militar, mais de US$ 120 bilhões evaporaram das bolsas de Dubai e Abu Dhabi, enquanto 18,4 mil voos foram cancelados. A estratégia econômica dos Emirados — calcada em turismo, logística e finanças — sente o abalo: segundo o Departamento de Economia e Turismo, a taxa média de ocupação caiu de 84% para 61% no trimestre, patamar semelhante ao de 2020, auge da pandemia.
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Crédito da imagem: Fadel Senna / AFP