Medida prevê contrapartida para frear uso de cartão rotativo e cheque especial
Governo Federal anuncia que o Desenrola 2.0, em fase final de formatação, só perdoará dívidas de quem aceitar restringir o acesso a linhas de crédito de juros elevados, movimento que mira a raiz do superendividamento.
- Em resumo: Beneficiário que renegociar débitos ficará impedido de recorrer a cartão rotativo e cheque especial.
‘Trava’ barra juros de 436% ao ano
O Banco Central apurou que o rotativo do cartão atingiu 436% ao ano em fevereiro – patamar que mantém famílias num ciclo de dívida quase impagável. Para romper essa lógica, a nova fase do programa exigirá, como condição, a assinatura de compromisso que veda a contratação desses produtos. A equipe econômica avalia usar fundos garantidores oficiais para cobrir parte do risco bancário, estimulando cortes de até 90% nos saldos negociados, conforme detalhado em reportagem do G1.
“Os juros médios cobrados pelos bancos em operações com cartão de crédito rotativo chegaram a 436% ao ano em fevereiro”, aponta o Banco Central.
Por que agora? Histórico e expansão para pequenos negócios
Em 2023, o Desenrola renegociou mais de R$ 29 bilhões em dívidas, segundo o Ministério da Fazenda, beneficiando 6 milhões de pessoas e reduzindo a inadimplência em 5%. A nova rodada busca ampliar o alcance: microempreendedores individuais, micro e pequenas empresas poderão aderir, nos moldes do Desenrola Pequenos Negócios, aliviando o caixa de quem sustenta mais de 70% dos empregos formais do país.
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Crédito da imagem: Divulgação / Banco Central