Falta de respostas sobre registros explosivos selou o destino da ex-procuradora
Donald Trump — recentemente, o ex-presidente removeu Pam Bondi da linha de frente de seus assessores jurídicos, inconformado com a forma como ela conduziu os arquivos relativos ao financista Jeffrey Epstein, morto em 2019.
- Em resumo: Trump queria agir com rapidez sobre os dossiês de Epstein e culpou Bondi pelo atraso.
Como os documentos de Epstein viraram ponto de ruptura
De acordo com reportagem da BBC News, o estopim ocorreu quando Trump foi informado de que notas internas sobre possíveis ligações políticas de Epstein permaneciam sem encaminhamento. O magnata, que trava múltiplas batalhas judiciais, teria visto nisso um risco adicional a sua imagem.
“A pressão vinha de Trump para que o material fosse analisado e, se possível, neutralizado”, afirma uma fonte próxima ao ex-presidente, citada pela BBC.
Repercussão política e o histórico de Bondi
Pam Bondi foi procuradora-geral da Flórida entre 2011 e 2019 e já havia integrado a equipe de defesa de Trump no primeiro processo de impeachment. A demissão, porém, ecoa além dos corredores jurídicos: reforça a percepção de instabilidade dentro do círculo trumpista em ano pré-eleitoral.
Especialistas lembram que Bondi vinha sendo acusada por grupos de direitos das vítimas de retardar investigações sobre a rede de contatos de Epstein desde 2014. A saída dela, portanto, sinaliza que o ex-presidente pretende adotar uma postura mais agressiva — e menos tolerante a ruídos — diante de temas que possam respingar em sua campanha.
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Crédito da imagem: Divulgação / BBC News