Investigações expõem fragilidade do círculo presidencial argentino
Manuel Adorni – chefe de Gabinete de Javier Milei, comparece ao Congresso nesta quarta-feira para detalhar sua gestão em meio a um inquérito por enriquecimento ilícito que já derrubou em 12% a confiança no presidente, segundo o Índice de Confiança da Universidade Torcuato Di Tella.
- Em resumo: viagens de luxo e compras de imóveis por Adorni alimentam a maior reprovação de um ministro no governo Milei.
Luxo sob lupa e aprovação em queda
Desde a posse, o funcionário acumula voos em classe executiva com a família e aquisições de propriedades superiores à sua renda declarada. A desaprovação chegou a 70% entre os argentinos, de acordo com dados reproduzidos pela CNN Brasil, intensificando o desgaste do Executivo.
“O índice de desaprovação de Adorni é o mais alto do gabinete, atingindo 70% da população, o que provoca efeito direto na imagem do presidente”, informa o relatório universitário apresentado ao Congresso.
Por que Milei resiste a demitir o auxiliar
Mesmo sob pressão, Milei mantém o aliado por considerá-lo peça estratégica e por contar com o aval de sua irmã e principal conselheira, Karina Milei. Especialistas recordam que, em gestões anteriores, afastamentos rápidos ajudaram a conter crises; agora, a blindagem pode ampliar o desgaste em um cenário de inflação superior a 200% ao ano, pobreza em 40% e renegociação com o FMI.
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Crédito da imagem: Divulgação / Reuters