Relatório técnico livra o banco, mas TCU mantém sinal de alerta para investidores
Banco Master – Relatórios elaborados a pedido do Banco Central (BC) concluíram recentemente que não foram identificadas irregularidades na carteira de precatórios federais, hoje estimada em R$ 13 bilhões, mantida pela instituição.
- Em resumo: Auditorias independentes não viram fraudes, mas o TCU segue monitorando riscos de liquidez.
O que as auditorias revelaram e por que o BC interveio
Segundo fontes ligadas ao processo, duas empresas especializadas em compliance vasculharam os títulos entre fevereiro e março, atendendo a uma solicitação direta do Departamento de Supervisão do BC. O movimento ocorreu depois de o Tribunal de Contas da União (TCU) divulgar um acórdão questionando a velocidade e o volume das compras desses papéis pelo banco.
“Não foram constatadas práticas que caracterizem risco sistêmico ou descumprimento às normas prudenciais em vigor”, diz trecho de um dos relatórios enviados ao BC.
Precatórios bilionários: entenda o negócio e os riscos
Os precatórios – dívidas judiciais que o governo se compromete a pagar – viraram alternativa de alto rendimento para bancos médios a partir de 2021, quando emendas constitucionais alteraram o fluxo de quitação. Apenas no ano passado, o estoque nacional superou R$ 200 bilhões, segundo dados do Tesouro. No caso do Banco Master, a concentração de R$ 13 bilhões em um único ativo acendeu o alerta do TCU para possíveis problemas de liquidez, especialmente se o cronograma de desembolso federal atrasar novamente.
Para especialistas do mercado, o parecer favorável das auditorias reduz a chance de intervenção sancionadora do BC, mas não zera o risco operacional. Caso o Congresso aprove novas mudanças na regra do teto anual de pagamentos, o valor de mercado desses títulos pode oscilar de forma brusca, afetando investidores que compram cotas de fundos lastreados em precatórios.
O que você acha? A isenção técnica basta para garantir segurança ou o alerta do TCU deve pesar na sua decisão de investimento? Para mais análises sobre regulação financeira, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Gazeta do Povo