Trump ameaça atacar ponte e usina iranianas já na terça

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Ultimato de 48 h traz risco imediato de confronto no Golfo Pérsico

Donald Trump voltou a escalar o tom contra Teerã e declarou que destruirá uma ponte e uma usina elétrica na próxima terça-feira caso o Estreito de Ormuz permaneça fechado, aprofundando o impasse geopolítico que já afeta o fluxo global de energia.

  • Em resumo: presidente condiciona infraestrutura iraniana à reabertura da rota por onde transita cerca de 20% do petróleo mundial.

Prazos curtos e retórica inflamável mexem com o petróleo

A ameaça foi publicada na rede Truth Social e veio menos de 24 horas depois de Trump fixar um prazo de 48 horas para que o corredor marítimo volte a operar. A pressão já se reflete nos preços do barril, que subiram quase 3% em negociações asiáticas, segundo dados compilados pela Reuters.

“Terça-feira será o Dia da Usina Elétrica e o Dia da Ponte, tudo junto, no Irã. Não haverá nada igual. Abram o maldito estreito, ou vocês vão viver no inferno”, escreveu Trump.

Por que Ormuz é vital e o que está em jogo

Responsável por escoar aproximadamente um quinto da produção global de petróleo – algo em torno de 17 milhões de barris diários –, o Estreito de Ormuz conecta o Golfo Pérsico ao Mar de Omã. Qualquer interrupção prolongada pressiona imediatamente custos de transporte, contratos futuros e, por consequência, a inflação em grandes importadores como China, Índia e União Europeia.

Especialistas recordam que o último grande embate direto entre Washington e Teerã, em 2020, levou a uma disparada de 6% nos preços do Brent em menos de 48 horas. Desta vez, a ameaça direta a alvos civis estratégicos — ponte e usina — adiciona um ingrediente de imprevisibilidade, pois sinaliza disposição de atacar infraestrutura crítica, não apenas ativos militares.

O que você acha? As advertências de Trump vão abrir caminho para negociação ou empurrar a região a um novo conflito? Para acompanhar outros desdobramentos globais, acesse nossa editoria de Mundo.


Crédito da imagem: Divulgação / Reuters

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