Taxa das blusinhas dispara e rende R$ 425 mi em janeiro

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Alta na arrecadação pressiona varejo e acende debate no Planalto

Receita Federal – A autarquia registrou R$ 425,3 milhões oriundos da chamada “taxa das blusinhas” em janeiro de 2026, um salto de 24,75% sobre o mesmo mês de 2025, reforçando a controvérsia sobre a competitividade do comércio eletrônico estrangeiro.

  • Em resumo: Mais de 15,5 milhões de encomendas internacionais foram tributadas no período.

Disparo de 25% revela avanço das compras online

O crescimento coincide com a consolidação de marketplaces asiáticos e norte-americanos que, segundo relatório da CNN Brasil, já respondem por cerca de 12% de todo o varejo virtual no País.

“Do ponto de vista econômico, há impactos significativos, principalmente sobre a indústria e o varejo nacional”, alertou Rogério Ceron, secretário-executivo do Ministério da Fazenda, em entrevista recente.

Por que o valor preocupa indústria e consumidores

Lançada em agosto de 2023 dentro do programa Remessa Conforme, a cobrança aplica 20% de Imposto de Importação mais 17% de ICMS para compras de até US$ 50; acima disso, a alíquota federal salta para 60%. Entidades como a ABComm lembram que o tíquete médio dessas plataformas gira em torno de US$ 35, o que explica o alto volume de remessas tributadas.

Especialistas avaliam que, mantido o ritmo, a receita anual poderá passar de R$ 5 bilhões, pressionando o debate sobre proteção à indústria local e a necessidade de educação do consumidor sobre custos logísticos.

O que você acha? A taxação deve ser revista ou é ferramenta justa contra a sonegação? Para mais análises, acesse nossa editoria de Política.


Crédito da imagem: Divulgação / O Sul

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