Reconstrução do talude exige interdições e muda rotina diária
Dmae – O Departamento Municipal de Água e Esgotos iniciou nesta segunda-feira (13) a recuperação de quatro novos trechos do talude do Arroio Dilúvio, operação que já altera o tráfego em toda a extensão da avenida Ipiranga, eixo estratégico de Porto Alegre.
- Em resumo: faixa esquerda fechada 24 h no sentido Centro-bairro; segunda pista bloqueada das 8h às 17h.
Faixas reduzidas e ciclovia desviada até o fim das obras
De acordo com a EPTC, a interdição permanente começa próximo à rua Professor Cristiano Fischer e se estende por todo o perímetro da PUCRS. Quem pedalar pela ciclovia precisa migrar para o passeio junto à universidade; a sinalização foi reforçada, mas a recomendação é reduzir a velocidade. A autarquia lembra que o fluxo na via já ultrapassa 70 mil veículos por dia em horários de pico, segundo dados publicados pelo portal GZH, o que pode aumentar o tempo de deslocamento em até 20% durante as intervenções.
“A faixa da esquerda da avenida Ipiranga, no sentido Centro-bairro, permanecerá bloqueada de forma contínua até o fim das obras”, informou a EPTC em nota oficial.
Investimento chega a R$ 6,8 milhões após enchentes históricas
Os desmoronamentos no talude ocorreram após três cheias registradas entre 2023 e 2024, incluindo a enchente histórica que isolou bairros inteiros neste ano. O Dmae contratou estudos geotécnicos para definir a nova estrutura de contenção e calculou em R$ 2,6 milhões o custo dos quatro trechos iniciados agora – montante que, somado aos R$ 4,6 milhões aplicados em 2025, eleva o investimento total para R$ 6,8 milhões. Outros quatro pontos críticos seguem em fase de projeto e devem receber recursos adicionais até 2026.
Especialistas alertam que a revitalização do Arroio Dilúvio é fundamental para minimizar alagamentos em uma área onde convergem grandes avenidas, campus universitário e um dos principais corredores de ônibus da capital. Técnicos municipais avaliam, ainda, a possibilidade de integrar o novo talude a parques lineares e dispositivos de drenagem verde, solução que já reduziu enchentes em capitais como Curitiba e São Paulo.
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Crédito da imagem: Divulgação / Luciano Lanes / PMPA