Por que a assinatura sonora de Peart ainda assombra os palcos do rock
Anika Nilles — escolhida para comandar as baquetas do Rush na turnê “Fifty Something” — descreveu recentemente como pretende honrar e, ao mesmo tempo, imprimir personalidade própria ao posto que pertenceu a Neil Peart, referência máxima para gerações de bateristas.
- Em resumo: Nilles destaca a combinação de potência e musicalidade de Peart como elemento-chave que pretende manter viva.
A fórmula de potência e sutileza que fez escola
Em entrevista reproduzida pela revista Classic Rock, a musicista aponta que a magia de Peart estava em unir “energia crua” e “toque melódico”. A alemã observa que o ex-integrante do Rush “pintava” com sons, explorando timbres de pratos e caixas como se fossem notas de guitarra — técnica que, segundo artigo da Billboard, redefiniu o papel da bateria no rock progressivo.
“Ele possuía uma incrível gama de cores tonais… o prato de condução se destacava de forma proeminente em cada faixa”, elogiou Nilles.
O desafio de assumir o trono e o que muda na nova turnê
A volta do Rush aos palcos começa em 7 de junho, em Los Angeles, primeira grande aparição pública do grupo após o tributo no Juno Awards. Para Nilles, substituir alguém que raramente repetia um mesmo padrão obriga a estudar cada nuance de palco e estúdio. Desde a morte de Peart, em 2020, fãs temiam que a identidade rítmica da banda se perdesse; a presença da baterista, no entanto, devolve esperança a um catálogo que rendeu 24 discos e ingressou no Rock and Roll Hall of Fame em 2013.
Além das datas norte-americanas, o cronograma já inclui seis arenas brasileiras em janeiro de 2027, com dois shows esgotados em São Paulo. Analistas de mercado apontam que o giro global pode arrecadar mais de US$ 150 milhões, impulsionado pelo interesse em ver como a nova formação reproduzirá clássicos como “Tom Sawyer” e “YYZ”.
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Crédito da imagem: Divulgação / Richard Ecclestone (Redferns)