Pressão paramilitar ameaça diplomacia de última hora
Hezbollah – Em declaração televisionada nesta segunda-feira, o vice-líder Naim Qassem cobrou que o governo libanês suspenda a reunião marcada para terça-feira entre os embaixadores de Líbano e Israel em Washington, alertando que o grupo “continuará enfrentando” ataques israelenses na fronteira.
- Em resumo: o movimento xiita considera “inúteis” as conversas mediadas pelos EUA e quer foco imediato em um cessar-fogo.
Apelo ocorre às vésperas de encontro em Washington
A fala de Qassem ecoa num momento em que autoridades libanesas planejavam levar à capital norte-americana um pedido formal de cessar-fogo, segundo informou a agência Reuters. Para o Hezbollah, sentar-se com Israel agora enfraqueceria a posição de Beirute.
“Hezbollah continuará a confrontar os ataques israelenses ao Líbano”, declarou Qassem, classificando a reunião como “ponto sem sentido”.
Escalada regional e risco econômico para Beirute
Desde o início da guerra em Gaza, a linha de demarcação com o norte de Israel registra trocas diárias de foguetes, forçando milhares de libaneses a abandonar aldeias fronteiriças. Analistas lembram que o país, que já enfrenta sua pior crise financeira em décadas, poderia ver turismo e investimentos minguarem ainda mais caso o conflito regional se amplifique.
No ano passado, mediadores norte-americanos selaram um acordo histórico de demarcação marítima entre Líbano e Israel, abrindo caminho para exploração de gás no Mediterrâneo. Interromper o diálogo político agora pode, segundo especialistas em energia, atrasar licenças e paralisar projetos avaliados em bilhões de dólares.
O que você acha? Beirute deve ceder à pressão do Hezbollah e cancelar o encontro? Para mais análises do Oriente Médio, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Reuters