Alerta de segurança mobiliza viajantes e coloca gigante das reservas sob pressão
Booking.com confirmou ter detectado acessos não autorizados a seu ambiente interno, situação que resultou no envio de e-mails a clientes para troca imediata do PIN da reserva e reforço contra golpes de phishing.
- Em resumo: hackers alcançaram dados de contato e detalhes de estadias, mas não endereços residenciais, segundo a plataforma.
Como o ataque foi identificado e por que o PIN virou alvo
A companhia relatou que o incidente foi percebido após atividade anômala em sistemas de gestão de reservas. O PIN – código que permite alterar ou cancelar estadias – foi imediatamente reiniciado, medida semelhante à adotada em outros vazamentos recentes, de acordo com especialistas ouvidos pelo Canaltech.
“Assim que tomamos conhecimento da situação, agimos rapidamente para conter o problema. Atualizamos o número PIN dessas reservas e informamos os viajantes.” – comunicado oficial da Booking.com.
Risco de phishing e lições do mercado de turismo digital
Cibercriminosos costumam usar dados básicos – nome, e-mail, telefone e datas de check-in – para enviar mensagens que simulam cancelamentos ou cobranças extras, prática que movimenta um mercado global de fraudes estimado em US$ 5,8 bilhões pela Federal Trade Commission. Grandes players já enfrentaram consequências severas: em 2022, uma rede hoteleira europeia foi multada em €4,3 milhões por falhas na proteção de dados sob o GDPR.
Para quem tem viagem marcada, a orientação é desconfiar de links não solicitados, habilitar autenticação em duas etapas no e-mail e verificar a autenticidade de qualquer cobrança diretamente no app ou site da Booking.com. Ferramentas de antivírus e extensões de navegador que filtram sites maliciosos também reduzem o risco.
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Crédito da imagem: Divulgação / Booking.com