Demanda explosiva de energia faz SMRs saírem do papel nos EUA
Meta fechou recentemente acordos que podem inaugurar duas unidades da Terrapower com até 690 MW e um campus de 1,2 GW da Oklo, marcando a guinada de Big Techs rumo a pequenos reatores modulares (SMRs) para sustentar centros de dados de inteligência artificial.
- Em resumo: corrida por energia limpa e contínua acelera projetos nucleares antes travados por falta de financiamento.
Por que os pequenos reatores atraem as Big Tech
Projetados para serem construídos em série, os SMRs prometem cronogramas mais curtos e menos capital inicial que as usinas convencionais. Segundo análise da Reuters, contratos de compra de longo prazo assinados por Meta, Amazon Web Services e Google oferecem a previsibilidade de receita que bancos exigem para liberar crédito.
“O setor precisa de alguém que assuma os riscos de custos excedentes e atrasos”, destacou Tim Winter, do Gabelli Utilities Fund, avaliando que o apetite das Big Techs pode destravar o mercado.
Riscos e oportunidades para o mercado energético
A Administração de Informação Energética projeta alta de 1 % no consumo norte-americano este ano e 3 % em 2027, impulsionada por data centers. Analistas lembram que, se a curva de adoção de IA mantiver ritmo atual, apenas a Amazon poderá precisar de mais de 5 GW extras até 2039 — capacidade que a X-energy já planeja atender.
Fora dos EUA, Reino Unido e Canadá discutem subsídios para SMRs, enquanto França relança programas de reciclagem de combustível. Especialistas apontam que a combinação de contratos privados e apoio estatal pode reduzir custos unitários em até 30 % nos próximos dez anos, tornando a tecnologia competitiva com parques solares de grande escala.
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Crédito da imagem: Divulgação / Energy Northwest