Relatório final mira Toffoli, Moraes, Gilmar e Gonet; ministro vê risco institucional
Flávio Dino — Em manifestação publicada nas redes sociais nesta terça-feira (14), o ministro do Supremo Tribunal Federal condenou como “injustiça” o pedido de indiciamento feito pela CPI do Crime Organizado contra três colegas de Corte e o procurador-geral da República, acusando o colegiado de desviar o foco do combate às facções.
- Em resumo: Dino diz que apontar o STF como “maior problema nacional” é um erro histórico com consequências para a democracia.
Por que a CPI voltou-se contra o Supremo?
O parecer, apresentado pelo senador Alessandro Vieira, sustenta que crimes de responsabilidade teriam sido cometidos por Dias Toffoli, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Paulo Gonet. As suspeitas vão de participação em julgamentos sob possível conflito de interesses à suposta omissão em investigações sensíveis.
“É uma irresponsabilidade investigar crime organizado sem tratar de milicianos, traficantes, vendedores de armas ilegais e facções que controlam territórios”, criticou Dino.
Consequências políticas e jurídicas
A ofensiva da CPI ocorre em meio a debates sobre a abertura de processos de impeachment contra ministros do STF, tema que depende da mesa diretora do Senado e tende a ampliar a tensão entre Poderes. Analistas lembram que tentativas semelhantes fracassaram nos últimos anos, mas serviram para inflamar a base eleitoral de parlamentares alinhados ao discurso de enfrentamento do Judiciário.
Além dos indiciamentos, o relatório sugere ampliar a pena por lavagem de dinheiro, criar um Ministério da Segurança Pública autônomo e fortalecer o Coaf — pontos que, se aprovados, podem mudar a arquitetura de combate ao crime no país.
O que você acha? A CPI exagerou ao mirar o STF ou expôs falhas que precisam de resposta? Para acompanhar os próximos desdobramentos, acesse nossa editoria de Política.
Crédito da imagem: Divulgação / Jovem Pan