Entenda por que acelerar a transição energética virou questão de urgência global
Veículos elétricos — apontados como peça-chave da transição energética — ganharam novo fôlego após a recente escalada de tensões no Oriente Médio, que expôs a dependência do mundo do petróleo e reavivou o temor de choques de oferta.
- Em resumo: ampliar a frota elétrica é visto como caminho direto para reduzir emissões e escapar da volatilidade do barril.
Da COP de Kyoto ao “boom” das baterias: como chegamos até aqui
A decisão global de cortar gases de efeito estufa na COP-3 de 1997 e o salto tecnológico das baterias de íon-lítio abriram espaço para que os elétricos saíssem do nicho e chegassem às ruas. Hoje, já respondem por 25% das vendas mundiais de carros, segundo dados compilados pela Canaltech.
“Não é razoável que, em 300 anos, queimemos recursos que levaram 120 milhões de anos para se formar”, alerta o engenheiro Vicente Rauber ao discutir a finitude do petróleo e a ineficiência dos motores a combustão.
Brasil na rota das baterias e da independência energética
Enquanto a China concentra 70% da produção global de baterias, o Brasil detém a segunda maior reserva de terras raras e minerais estratégicos, mas ainda minera e processa pouco. Especialistas defendem parcerias industriais para acelerar a fabricação local e reduzir custos, movimento que também abriria caminho para versões de bateria de sódio ou células a hidrogênio, capazes de tornar os elétricos mais acessíveis.
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Crédito da imagem: Divulgação / Sul21