Decisão atende à PGR e pode custar o cargo ao ministro afastado
Marco Buzzi volta ao centro da crise no Judiciário depois que o ministro Nunes Marques, do STF, abriu investigação criminal para apurar denúncias de assédio e importunação sexual apresentadas por duas mulheres.
- Em resumo: inquérito correrá sob sigilo por 60 dias; STJ já mantém Buzzi afastado desde fevereiro.
Sigilo de 60 dias intensifica pressão institucional
A decisão de Nunes Marques acompanhou parecer da Procuradoria-Geral da República e manteve a sindicância administrativa no STJ, negando o pedido da defesa para suspender o processo. Segundo o G1, casos semelhantes costumam evoluir rapidamente quando há apoio do Ministério Público.
“A realidade dos fatos demonstra que o ministro não cometeu qualquer ato impróprio”, afirmou a defesa, classificando o caso como “linchamento moral”.
Perda de cargo entra no radar após mudança de regra
Se for condenado em processo disciplinar, Buzzi poderá perder definitivamente o posto, já que decisão recente de Flávio Dino eliminou a aposentadoria compulsória como punição máxima. Desde 2023, o CNJ registra crescimento de 18% nas denúncias de assédio contra juízes, movimento que aumenta a vigilância sobre comportamento de magistrados em todas as instâncias.
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Crédito da imagem: Divulgação / Jovem Pan