Relatório de 4 mil páginas da CPMI do INSS chega ao STF

Deivid Jorge Benetti
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Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS - 2025 (CPMI - INSS) realiza oitiva do CEO do Banco C6 Consignado S.A. O objetivo da comissão é investigar fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), envolvendo descontos irregulares em benefícios de aposentados e pensionistas. A CMPI é formada por senadores e deputados, num total de 32 titulares e igual número de suplentes. Mesa: relator da CPMI - INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL); presidente da CPMI - INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG). Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

Entregas visam evitar arquivamento após derrota na votação

CPMI do INSS – Na tarde desta segunda-feira, 15, o relator Alfredo Gaspar (PL-AL) e o presidente Carlos Viana (PSD-MG) levam pessoalmente ao Supremo Tribunal Federal um relatório de mais de 4 mil páginas que tenta sobreviver politicamente mesmo após a comissão rejeitar o texto.

  • Em resumo: documento lista 216 pedidos de indiciamento e será entregue aos ministros Luiz Fux e André Mendonça.

Movimento inédito para manter investigação viva

A dupla marcou audiências às 16h e às 18h10. A entrega direta ao STF é incomum; costuma-se protocolar relatórios em órgãos como a PGR. Segundo levantamento da CNN Brasil, poucas CPIs adotaram esse atalho, mas a tática ganhou força após decisões da Corte que interferiram no cronograma da comissão.

“O relatório reúne mais de 4 mil páginas e aponta 216 indiciamentos”, destacam os parlamentares no documento oficial.

Entenda o impacto jurídico e político

Sem aprovação formal — o texto foi derrubado por 19 votos a 12 em articulação da base governista — o parecer perderia peso institucional. Levar o dossiê ao STF busca dar respaldo legal imediato e pressionar por inquéritos, repetindo a rota usada pela CPI da Covid, cujos pedidos avançaram após decisões dos ministros.

Especialistas lembram que fraudes no INSS podem gerar prejuízos bilionários ao Tesouro. Caso o Supremo acolha parte das sugestões, novas investigações criminais podem ser abertas, afetando diretamente gestores públicos e empresas contratadas.

O que você acha? A manobra no STF reacenderá a apuração ou ficará no campo simbólico? Para mais análises, acesse nossa editoria de Política.


Crédito da imagem: Divulgação / Agência Senado

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CEO e fundador com atuação em Porto Alegre e região metropolitana. Comunicador e produtor de conteúdo jornalístico, lidera a criação de reportagens, coberturas ao vivo e projetos multimídia voltados à informação local, com presença ativa nas redes sociais e plataformas digitais. À frente do MPV, desenvolve um trabalho independente focado em dar visibilidade a temas de interesse público, aproximando a comunidade das notícias do dia a dia com linguagem acessível e dinâmica. Seu trabalho se destaca pela agilidade na apuração, proximidade com o público e compromisso com a informação. .