Irã ameaça resposta após EUA atingirem navio e romperem trégua

ELIANE RIBAS SCHEMELER
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Interceptação do cargueiro Touska eleva tensão no Golfo de Omã

Irã – Em comunicado divulgado neste domingo (19), Teerã acusou as forças norte-americanas de sabotarem o cessar-fogo bilateral ao abrir fogo contra o navio comercial Touska, prometendo “retaliação direta” ainda nesta semana.

  • Em resumo: Marinha dos EUA tomou o controle do Touska; Irã diz ter lançado drones contra navios de guerra americanos.

O que motivou a ação norte-americana?

Segundo o presidente Donald Trump, o cargueiro desobedeceu a uma ordem de parada ao tentar furar o bloqueio imposto no Golfo de Omã. Ele afirmou que o impacto abriu um buraco na casa de máquinas e que o navio, já sancionado pelo Tesouro, está sob custódia para inspeção. Como destacou uma análise da Reuters, Washington tenta impedir que embarcações suspeitas abasteçam financeiramente o programa nuclear iraniano.

“Temos controle total do navio e estamos verificando o que há a bordo”, declarou Trump, antes de advertir que “CHEGA DE FAZER O BONZINHO!” caso Teerã rejeite o acordo proposto.

Por que o Estreito de Ormuz é crucial?

O corredor marítimo concentra cerca de 20% do tráfego global de petróleo bruto. Qualquer bloqueio ou troca de tiros ali pressiona imediatamente os preços internacionais de energia e acende alertas em capitais europeias e asiáticas que dependem do fornecimento. Em 2019, episódio semelhante fez o Brent saltar 5% em um único dia. Agora, analistas preveem reação parecida caso a escalada continue, já que a Guarda Revolucionária disparou contra dois petroleiros indianos na véspera.

O que você acha? A retaliação prometida por Teerã pode desencadear novo choque no mercado de energia? Para mais análises sobre o cenário geopolítico, acesse nossa editoria especializada.


Crédito da imagem: Divulgação / Reuters

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