The Strokes protestam em Coachella contra ataques a universidades

ELIANE RIBAS SCHEMELER
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Apresentação incluiu telas que exibiram imagens de campi bombardeados

The Strokes abriram seu show no Coachella, em 20 de abril de 2026, projetando fotos de universidades reduzidas a escombros em Gaza e no Irã, denunciando a participação dos Estados Unidos e de Israel na destruição.

  • Em resumo: banda converteu o palco em ato político e viralizou nas redes.

Telão transformado em manifesto visual

No meio de clássicos como “Last Nite”, o telão principal exibiu legendas e imagens dos campi de Gaza e da Universidade de Kashan, no Irã. Segundo apuração da Rolling Stone, os músicos prepararam o material em sigilo para evitar censura prévia do festival.

“US band The Strokes used their Coachella set to showcase the US-Israeli destruction of universities in Gaza and Iran.”

Repercussão e histórico de ativismo no festival

O protesto reacende a tradição de posicionamentos políticos no Coachella. Em 2019, Childish Gambino abordou violência policial; em 2022, Billie Eilish falou sobre saúde mental. Agora, a denúncia dos Strokes coincide com relatórios da Organização das Nações Unidas que contam ao menos quatro instituições de ensino superior totalmente inutilizadas em Gaza desde 2023, afetando mais de 20 mil estudantes.

Para especialistas, o uso da projeção amplia o alcance do tema: a apresentação foi vista ao vivo por 125 mil pessoas e alcançou milhões em plataformas de vídeo horas depois. Analistas de mercado apontam que marcas associadas a causas humanitárias registram até 28 % de engajamento adicional quando artistas de renome compram a briga pública, conforme estudo da Nielsen de 2025.

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Crédito da imagem: Divulgação / Getty Images




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