Soldado israelense destrói estátua de Jesus e gera revolta

ELIANE RIBAS SCHEMELER
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Destruição em vilarejo maronita reacende tensão religiosa

Israel – Um vídeo que viralizou recentemente mostra um soldado usando uma britadeira para destruir uma estátua de Jesus crucificado na vila de Debel, no sul do Líbano, a cerca de cinco quilômetros da fronteira com Shtula.

  • Em resumo: a ação, filmada e divulgada no domingo, ocorreu em área ocupada por tropas israelenses desde 2 de março, antes do cessar-fogo da última sexta-feira.

Imagens viralizam e alcançam a política dos EUA

Nas redes sociais, a gravação gerou milhares de compartilhamentos e reações indignadas. Até figuras próximas ao ex-presidente Donald Trump comentaram o episódio: a ex-deputada republicana Marjorie Taylor Greene ironizou o aliado israelense em um post que repercutiu internacionalmente.

“Our greatest ally that takes billions of our tax dollars and weapons every year.”

Por que o episódio importa para cristãos libaneses

Debel é de maioria maronita, comunidade que representa cerca de 30% da população libanesa e guarda locais históricos de peregrinação. Ataques a símbolos cristãos mexem com uma memória coletiva que remonta à Guerra do Líbano (1975-1990), quando templos e ícones religiosos foram pontos de disputa. Analistas lembram que o sul do país, já afetado por deslocamentos de civis desde março, vê agora riscos adicionais de radicalização.

O que você acha? A profanação de ícones religiosos pode dificultar futuros acordos de paz? Para mais análises do conflito, acesse nossa editoria especializada.


Crédito da imagem: Divulgação / Middle East Eye

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