Papa Leão XIV pede cessar-fogo na Ucrânia e vê alívio no Líbano

Deivid Jorge Benetti
3 Leitura mínima

Pedido ecoa em missa com 100 mil fiéis em Angola e pressiona líderes globais

Papa Leão XIV voltou a usar o púlpito internacional no último domingo (19) para condenar a escalada militar na Ucrânia, ao mesmo tempo em que celebrou “um sinal de esperança” com o cessar-fogo costurado no Líbano entre Israel e Hezbollah.

  • Em resumo: Pontífice exige silêncio das armas no leste europeu e incentiva diplomacia no Oriente Médio.

Escalada na Ucrânia coloca civis no centro da crise

Falando ao fim da oração do Regina Coeli, o líder católico condenou os bombardeios que têm atingido áreas residenciais em várias cidades ucranianas. Segundo a Agência das Nações Unidas para Refugiados, mais de 6,5 milhões de pessoas já deixaram o país desde a ofensiva de 2022. Em paralelo, o Vaticano acompanha relatórios como o da Reuters sobre os novos ataques, que apontam uso crescente de drones contra infraestrutura crítica.

“Lamento profundamente a recente escalada dos ataques contra a Ucrânia, que continuam a afetar a população civil. Reitero o meu apelo para que as armas sejam silenciadas e para que o diálogo continue”, disse o pontífice.

Trégua no Líbano anima esforços por paz regional

A pausa nos confrontos entre Israel e Hezbollah, anunciada na última semana, foi saudada por Leão XIV como “fonte de alívio para o povo libanês e para o Levante”. O pacto, mediado por França e Estados Unidos, prevê a suspensão de disparos de foguetes e o recuo de tropas na fronteira. Analistas lembram que o Líbano abriga mais de 1,5 milhão de refugiados sírios, e qualquer instabilidade agrava a já frágil economia local.

Durante a celebração em Kilamba, o Papa também recordou a guerra civil angolana (1975-2002) e convocou o país a “curar o flagelo da corrupção” para transformar seus recursos naturais em desenvolvimento humano. O discurso reflete a linha social adotada pelo Vaticano nos últimos anos, que defende justiça distributiva como antídoto contra ciclos de violência.

O que você acha? A pressão do pontífice pode acelerar negociações ou tende a ser apenas simbólica? Para acompanhar outras atualizações internacionais, acesse nossa editoria de Mundo.


Crédito da imagem: Divulgação / Ansa Flash

Compartilhe este artigo
CEO e fundador com atuação em Porto Alegre e região metropolitana. Comunicador e produtor de conteúdo jornalístico, lidera a criação de reportagens, coberturas ao vivo e projetos multimídia voltados à informação local, com presença ativa nas redes sociais e plataformas digitais. À frente do MPV, desenvolve um trabalho independente focado em dar visibilidade a temas de interesse público, aproximando a comunidade das notícias do dia a dia com linguagem acessível e dinâmica. Seu trabalho se destaca pela agilidade na apuração, proximidade com o público e compromisso com a informação. .