Traslado relâmpago levanta suspeitas de encobrimento na Serra Gaúcha
Polícia Civil do Rio Grande do Sul investiga se o corpo do dentista Francisco José Fialho Lemos, 58, foi retirado de Caxias do Sul às pressas para evitar uma perícia que poderia apontar erro médico após um lifting facial.
- Em resumo: clínica teria fretado jatinho no mesmo dia da morte e inviabilizado o exame necroscópico imediato.
Foco da investigação: pós-operatório e voo fretado
O advogado da família, Pedro Monteiro, sustenta que complicações como inchaço severo e dificuldades respiratórias não foram tratadas a tempo. Já o delegado Rodrigo Kegler Duarte confirma o voo particular, mas diz que ainda não havia pedido formal de necropsia quando a aeronave decolou, segundo destacou o portal G1.
“É um caso extremamente complexo”, afirmou Duarte, acrescentando que laudos do Departamento Médico Legal e do Conselho Regional de Medicina serão decisivos para o inquérito.
Por que o caso preocupa especialistas em segurança do paciente
Dados do Conselho Federal de Medicina indicam que queixas por suposto erro em cirurgias estéticas aumentaram 35% nos últimos cinco anos — cenário que pressiona clínicas a rever protocolos de alta e monitoramento pós-operatório. A prática de trasladar corpos antes da perícia, embora não seja ilegal sem ordem judicial, pode comprometer evidências e atrasar respostas para as famílias.
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Crédito da imagem: Divulgação / Polícia Civil RS