Pedido ecoa em missa com 100 mil fiéis em Angola e pressiona líderes globais
Papa Leão XIV voltou a usar o púlpito internacional no último domingo (19) para condenar a escalada militar na Ucrânia, ao mesmo tempo em que celebrou “um sinal de esperança” com o cessar-fogo costurado no Líbano entre Israel e Hezbollah.
- Em resumo: Pontífice exige silêncio das armas no leste europeu e incentiva diplomacia no Oriente Médio.
Escalada na Ucrânia coloca civis no centro da crise
Falando ao fim da oração do Regina Coeli, o líder católico condenou os bombardeios que têm atingido áreas residenciais em várias cidades ucranianas. Segundo a Agência das Nações Unidas para Refugiados, mais de 6,5 milhões de pessoas já deixaram o país desde a ofensiva de 2022. Em paralelo, o Vaticano acompanha relatórios como o da Reuters sobre os novos ataques, que apontam uso crescente de drones contra infraestrutura crítica.
“Lamento profundamente a recente escalada dos ataques contra a Ucrânia, que continuam a afetar a população civil. Reitero o meu apelo para que as armas sejam silenciadas e para que o diálogo continue”, disse o pontífice.
Trégua no Líbano anima esforços por paz regional
A pausa nos confrontos entre Israel e Hezbollah, anunciada na última semana, foi saudada por Leão XIV como “fonte de alívio para o povo libanês e para o Levante”. O pacto, mediado por França e Estados Unidos, prevê a suspensão de disparos de foguetes e o recuo de tropas na fronteira. Analistas lembram que o Líbano abriga mais de 1,5 milhão de refugiados sírios, e qualquer instabilidade agrava a já frágil economia local.
Durante a celebração em Kilamba, o Papa também recordou a guerra civil angolana (1975-2002) e convocou o país a “curar o flagelo da corrupção” para transformar seus recursos naturais em desenvolvimento humano. O discurso reflete a linha social adotada pelo Vaticano nos últimos anos, que defende justiça distributiva como antídoto contra ciclos de violência.
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Crédito da imagem: Divulgação / Ansa Flash