Nova virada climática levanta alerta para impacto global nas próximas semanas
NOAA – Dados divulgados nesta segunda-feira (20) apontam que a temperatura da superfície do Oceano Pacífico Equatorial superou o limiar de 0,5 °C acima da média, rompendo a neutralidade e ingressando oficialmente em condição de El Niño pela primeira vez em 2026.
- Em resumo: Termômetros marítimos atingiram o patamar técnico que define a fase quente do Pacífico.
Termômetros do oceano disparam além do previsto
O salto térmico foi registrado na região Niño 3.4, métrica-chave utilizada por climatologistas. De acordo com relato da agência Reuters, oscilações semelhantes em anos anteriores geraram picos de calor global e chuvas acima da média em pontos estratégicos da América do Sul e Sudeste Asiático.
“A leitura de +0,5 °C representa a fronteira técnica que a NOAA utiliza para classificar o início de um evento El Niño”, detalha o boletim oficial da agência norte-americana.
Consequências: da safra brasileira às tempestades no Pacífico
Historicamente, episódios de El Niño intensificam chuvas no Sul do Brasil, reduzem precipitações no Nordeste e elevam riscos de ciclones no Pacífico. O fenômeno de 2015-2016, por exemplo, gerou perdas agrícolas estimadas em US$ 8 bilhões e bateu o recorde de temperatura média global. Especialistas já alertam que, caso o aquecimento persista nos próximos trimestres, culturas sensíveis como soja e café podem sofrer estresse hídrico, enquanto regiões urbanas poderão enfrentar enchentes repentinas.
O que você acha? O retorno do El Niño pode mudar sua rotina nos próximos meses? Para mais análises climáticas, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / NOAA