Mercado reage à tensão e projeta nova onda de alta no combustível
Brent – Na manhã desta segunda-feira, 20, a referência global do petróleo avançava quase 2%, tocando US$ 94,80 o barril, impulsionada pela escalada diplomática entre Estados Unidos e Irã após a interceptação de um cargueiro persa no domingo, 19.
- Em resumo: tensão militar elevou o preço e colocou em risco o frágil cessar-fogo.
Por que a interceptação mexe tanto com o preço?
A apreensão reforça o temor de que Teerã responda interrompendo embarques no Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo marítimo global, segundo dados compilados pela Reuters. Qualquer restrição nesse gargalo logístico costuma provocar movimentos especulativos imediatos nos contratos futuros.
“As negociações de paz já eram frágeis; a operação americana adiciona combustível ao ceticismo do mercado”, comentou um operador ao canal financeiro local.
Oferta mais apertada e Opep+ vigilante
A tensão se soma a cortes de produção promovidos pela Opep+ desde 2023, que retiraram cerca de 2 milhões de barris diários do mercado. Analistas lembram que, em setembro, o Brent rondou US$ 97 antes de recuar, e que estoques nos EUA permanecem 6% abaixo da média de cinco anos. Caso o impasse diplomático se estenda, bancos como JP Morgan projetam o barril acima de US$ 100 ainda neste trimestre.
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Crédito da imagem: Divulgação / Reuters