Fragilidade do cessar-fogo põe comércio global de petróleo em alerta
Estados Unidos e Irã voltam a ensaiar um entendimento diplomático, mesmo após a marinha norte-americana interceptar, no último domingo (19), um navio com bandeira iraniana no Estreito de Ormuz, rota que concentra um quarto do comércio mundial de hidrocarbonetos.
- Em resumo: Apenas três embarcações cruzaram Ormuz na segunda-feira, sinalizando o impacto imediato da nova crise.
Trânsito de petróleo despenca após operação naval
A operação norte-americana interrompeu quase por completo o tráfego marítimo: de 24 navios no sábado, o fluxo caiu para três na segunda, segundo a consultoria Kpler. O movimento reforça o receio de mercado sobre oferta de petróleo, como alerta a agência Reuters.
“Só três navios cruzaram esse gargalo na segunda-feira, ante 24 no sábado, quando Teerã acenou com o fim do bloqueio que mantém há semanas em Ormuz.”
Pressão econômica e risco de escalada militar
Com o cessar-fogo prestes a expirar, diplomatas de Washington e Teerã avaliam retomar as negociações ainda nesta semana. A normalização é vista como vital para não repetir episódios como o de 2019, quando petroleiros foram apreendidos na mesma região, elevando o preço do barril em mais de 10% em poucos dias.
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Crédito da imagem: Divulgação / Reuters