PSOL formaliza apoio crítico a Juliana Brizola sem cargos

Deivid Jorge Benetti
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Decisão mira barrar extrema direita e inclui condições anti-privatização

PSOL – Em reunião nesta terça-feira (21), a executiva estadual definiu que trabalhará pela candidatura de Juliana Brizola (PDT) ao Palácio Piratini, porém sem assumir postos em um eventual governo.

  • Em resumo: sigla adere à frente ampla, mas exige combate a privatizações, valorização do serviço público e políticas de prevenção a desastres.

Condições para o apoio e recado à chapa PDT-PT

A legenda entregará, nesta quarta-feira (22), um caderno de compromissos à pedetista e ao candidato a vice, Edegar Pretto (PT). Entre eles, está a proibição de novas vendas de estatais e a recomposição salarial de servidores, pontos considerados inegociáveis pelos dirigentes. Conforme destacou a presidente estadual Gabrielle Tolotti, o objetivo é “derrotar a extrema direita”, desafio que ecoa nas últimas análises de risco eleitoral publicadas pela Reuters.

“São reivindicações básicas para que possamos enfrentar conjuntamente esse processo eleitoral e derrotar a extrema direita, que, se chegar ao governo, vai causar um estrago enorme ao nosso Estado”, afirmou Gabrielle Tolotti.

Por que o PSOL não quer cargos, mas se engaja na campanha

O vereador Roberto Robaina deixou claro que a participação é “crítica”. Para ele, um eventual governo do PDT não representaria integralmente a esquerda gaúcha. A estratégia repete 2018, quando o PSOL retirou candidatura própria para apoiar uma coalizão progressista. Diferente daquele pleito, porém, a legenda agora garante presença no horário eleitoral e a manutenção de Manuela D’Ávila como pré-candidata ao Senado, reforçando palanque nacional para 2026.

Especialistas notam que frentes amplas têm crescido em estados do Sul após o desempenho da extrema direita em 2022. Segundo levantamento do Centro de Estudos de Política da USP, coligações com cinco ou mais partidos de centro-esquerda aumentaram 27 % nas pré-convenções deste ano, reflexo direto da fragmentação no primeiro turno anterior.

O que você acha? O PSOL acerta ao apoiar, mas ficar de fora do governo? Para mais análises de bastidores, acesse nossa editoria de Política.


Crédito da imagem: Divulgação / Sul21

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CEO e fundador com atuação em Porto Alegre e região metropolitana. Comunicador e produtor de conteúdo jornalístico, lidera a criação de reportagens, coberturas ao vivo e projetos multimídia voltados à informação local, com presença ativa nas redes sociais e plataformas digitais. À frente do MPV, desenvolve um trabalho independente focado em dar visibilidade a temas de interesse público, aproximando a comunidade das notícias do dia a dia com linguagem acessível e dinâmica. Seu trabalho se destaca pela agilidade na apuração, proximidade com o público e compromisso com a informação. .