Pentágono faz operação relâmpago em alto-mar para conter redes iranianas
Departamento de Defesa dos Estados Unidos — Nesta terça-feira (21), a pasta confirmou que militares do INDOPACOM interceptaram o petroleiro M/T Tifani, alvo de sanções, em águas internacionais do Indo-Pacífico, ampliando a pressão sobre transportadores que abastecem o Irã.
- Em resumo: Equipes embarcaram no navio com 2 milhões de barris de petróleo bruto rumo a Singapura.
Cerco a navios “fantasma” ligados a Teerã ganha força
Imagens divulgadas mostram helicópteros pairando sobre o casco laranja do Tifani, classificado como “sem bandeira” pelo Pentágono. A embarcação, porém, figura nos registros marítimos com pavilhão de Botsuana e histórico de rotas entre Irã, China e Sudeste Asiático, segundo dados da plataforma Marine Traffic e da consultoria Kpler. Em comunicado, o órgão norte-americano reiterou que “as águas internacionais não são refúgio para navios sancionados”. A iniciativa se soma a outras apreensões recentes relatadas pela agência Reuters, todas destinadas a conter o que Washington chama de “frota fantasma” iraniana.
“Estamos determinados a desarticular redes ilícitas onde quer que operem”, destacou a nota publicada na rede X pelo Pentágono.
Impacto no mercado e alerta geopolítico
A bordo, o Tifani transportava quase 2 milhões de barris carregados em 5 de abril na ilha iraniana de Kharg, volume estimado em US$ 160 milhões pelo preço médio do Brent. A ação ocorre num momento de volatilidade: só em maio, o petróleo já oscilou 6% em meio a incertezas sobre oferta do Oriente Médio. Especialistas lembram que, em 2023, a apreensão do Suez Rajan provocou alta imediata nas cotações globais — sinal de que cada interdição marítima tende a repercutir nas cadeias de suprimento. Detalhes adicionais da operação foram exibidos na transmissão da Band, reforçando a atenção da mídia brasileira ao episódio.
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Crédito da imagem: Divulgação / AFP