Trump estende cessar-fogo com Irã até fim das negociações

ELIANE RIBAS SCHEMELER
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Suspensão de ataques reforça pressão por acordo histórico

Donald Trump — Em comunicado publicado recentemente na rede Truth, o presidente dos Estados Unidos estendeu o cessar-fogo com o Irã até que as delegações finalizem um plano de paz unificado, atendendo a um pedido do marechal Asim Munir e do premiê paquistanês Shehbaz Sharif.

  • Em resumo: Trégua de duas semanas, que expiraria nesta madrugada, permanece válida até o término das conversas.

Impasse em Islamabad adia missão diplomática

O Departamento de Estado cancelou temporariamente a ida de sua comitiva ao Paquistão após Teerã não confirmar presença e condicionar o diálogo à suspensão do bloqueio dos portos iranianos, informou a Reuters. Sem representantes iranianos, Islamabad perde força como palco de negociações, empurrando a definição do cronograma para uma nova data.

“Como o governo iraniano está profundamente dividido, suspendemos nossos ataques até que apresente uma proposta unificada”, publicou Trump na Truth.

Bloqueio naval e sanções elevam custo do conflito

Além da crise militar, o Irã exige o fim imediato do bloqueio naval imposto por Washington, que já afetou mais de 30 % das exportações de petróleo do país desde o início das hostilidades. Analistas lembram que o embargo se soma às sanções retomadas em 2018, quando os EUA deixaram o acordo nuclear, agravando a recessão iraniana e encarecendo o barril no mercado global.

Especialistas veem na nova trégua uma última janela para que EUA, Israel e Irã evitem um confronto regional amplo, sobretudo após a intensificação de ataques de drones no Estreito de Ormuz. Caso as negociações avancem, Paquistão pode ganhar protagonismo diplomático inédito, repetindo o papel de mediador que desempenhou nos anos 1990 entre Washington e Cabul.

O que você acha? A extensão do cessar-fogo abre espaço para um pacto duradouro ou apenas adia um conflito maior? Para acompanhar todos os desdobramentos, acesse nossa editoria de Mundo.


Crédito da imagem: Divulgação / Reuters

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