Explosão de apreensões expõe riscos ocultos ao consumidor
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) — diante da disparada na entrada de canetas emagrecedoras sem registro, o órgão intensificou a fiscalização e já interceptou quase 33 mil unidades em 2025, contra apenas 2,7 mil no ano anterior.
- Em resumo: volume apreendido saltou 1.120% em um ano, puxado por importações do Paraguai e manipulação irregular.
Paraguai e farmácias de manipulação no radar imediato
Dois focos preocupam a agência: lotes que cruzam a fronteira com rótulos paraguaios e produções em larga escala feitas em farmácias de manipulação, à margem das exigências sanitárias de medicamentos como Ozempic ou Mounjaro. De acordo com dados da Receita Federal, fiscais em Viracopos (SP) já retiveram cerca de uma tonelada de insumos neste ano. Casos semelhantes ocorrem em todo o país, e a Reuters destaca a escassez global de insumos para canetas de GLP-1, fator que impulsiona o mercado paralelo.
“O uso de produtos sem registro expõe a população a riscos de qualidade, segurança e eficácia”, alertou o presidente da Anvisa, Leandro Safatle, ao justificar a proposta que exige insumos de fabricantes com Certificado de Boas Práticas de Fabricação.
Mercado bilionário acelera pressão regulatória
Estimativas de bancos internacionais apontam que o mercado mundial de terapias à base de semaglutida pode superar US$ 100 bilhões até 2030. No Brasil, a alta de preços e a procura fomentada por influenciadores criam terreno fértil para falsificações: Gluconex e Tirzedral, ambas paraguaias, já tiveram venda proibida em 14 de abril. Paralelamente, a Polícia Federal cumpriu mandados em 12 Estados, apreendendo veículos, avião e estoques de medicamentos suspeitos.
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Crédito da imagem: Divulgação / Marcelo Camargo – Agência Brasil