Pedido de proteção foi cancelado 12 dias antes do assassinato
Polícia Civil do Rio Grande do Sul investiga, desde a manhã desta terça-feira (21), o feminicídio de uma jovem de 24 anos executada a tiros no bairro Capão da Cruz, em Sapucaia do Sul. O crime eleva para 28 o número de mulheres mortas no estado em 2026, ultrapassando todo o primeiro quadrimestre do ano passado.
- Em resumo: suspeito era companheiro da vítima, que havia retirado a medida protetiva.
Investigação corre contra o tempo para localizar o autor
Agentes da 2ª Delegacia de Polícia de Sapucaia do Sul realizam buscas contínuas para prender o homem apontado como responsável. De acordo com o boletim registrado na DPPA de Canoas, o casal tinha um filho de dois anos, e a vítima possuía outro filho, de cinco, de relação anterior. A ocorrência de dano e injúria contra o investigado, registrada em 30 de março, originou medidas protetivas revogadas a pedido da própria vítima em 9 de abril, lacuna que, segundo especialistas ouvidos pelo G1, é recorrente nos casos de feminicídio.
“A Prefeitura seguirá intensificando as ações de prevenção, fortalecendo a rede de proteção e ampliando políticas públicas que garantam segurança, acolhimento e dignidade às mulheres”, diz nota oficial do município.
Escalada da violência contra a mulher põe RS em alerta
Com três casos somente em Sapucaia do Sul neste ano — dois deles em abril —, organizações sociais apontam fragilidades na aplicação da Lei Maria da Penha e no acompanhamento das vítimas que desistem de medidas protetivas. Dados da Secretaria da Segurança Pública mostram que o estado fechou 2025 com 115 feminicídios, mantendo o Rio Grande do Sul entre os líderes nacionais nesse tipo de crime. Programas como o Botão do Pânico e a Patrulha Maria da Penha, segundo o governo estadual, devem receber reforço orçamentário para ampliar o monitoramento de agressores reincidentes.
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Crédito da imagem: Divulgação / Polícia Civil RS