Decisão de Washington sobre agente brasileiro expõe novo atrito diplomático
Lula – O presidente brasileiro afirmou que adotará “medidas de reciprocidade” depois que o governo de Donald Trump ordenou a saída do delegado da Polícia Federal Marcelo Ivo, responsável por informar autoridades americanas sobre o paradeiro do ex-deputado bolsonarista Alexandre Ramagem.
- Em resumo: Expulsão de Marcelo Ivo reacende debate sobre cooperação policial entre Brasil e EUA.
Saída de Marcelo Ivo aumenta pressão bilateral
Designado adido policial em Washington, Ivo recebeu 48 horas para deixar o país, segundo fontes diplomáticas ouvidas pela agência Reuters. O estopim foi o repasse de informações à imigração norte-americana que culminou na detenção provisória de Ramagem assim que ele pisou em Miami.
“Não aceitaremos tratamento desigual. Se um agente brasileiro é forçado a sair, haverá resposta proporcional”, disse Lula na saída do Palácio da Alvorada.
Contexto: de cooperação a retaliação
A polícia brasileira mantém, desde 2010, um acordo de troca de dados criminais com o Departamento de Segurança Interna dos EUA. Analistas lembram que a colaboração já levou à prisão de traficantes internacionais, mas também passou por choques — como em 2019, quando vistos de investigadores brasileiros foram revogados após operação envolvendo empresários americanos no Pará.
Nos bastidores, interlocutores do Itamaraty destacam que qualquer represália pode incluir o congelamento de autorizações para agentes federais dos EUA atuarem no Brasil, afetando investigações conjuntas sobre lavagem de dinheiro e cibercrime.
O que você acha? A retaliação anunciada por Lula pode esfriar acordos de segurança ou forçar nova negociação? Para mais análises, acesse nossa editoria de Política.
Crédito da imagem: Divulgação / Palácio do Planalto