Crescimento explosivo de fortunas pode empurrar economia ao precipício
Forbes divulgou recentemente que o planeta abriga 3.428 bilionários com patrimônio somado de US$ 20 tri — cifra comparável ao PIB chinês. Para o sociólogo Antonio David Cattani, a escalada é insustentável e pavimenta o terreno para uma crise que atingirá primeiro os mais vulneráveis.
- Em resumo: Concentração recorde de riqueza eleva risco de uma bolha semelhante às de 1929 e 2008.
Mais ricos, mais rápido: por que a lista inchou tão depressa
Desde a virada dos anos 1980, avanços tecnológicos e financeirização fazem fortunas saltarem em meses. Só em 2026, 400 novos nomes entraram no ranking, liderado por Elon Musk, que pode se tornar o primeiro trilionário da história, segundo a agência Reuters.
“Estamos caminhando de forma acelerada para a beira de um precipício, e quem cairá primeiro serão assalariados, aposentados e pequenos empresários”, adverte Cattani.
Da bolha pontocom ao subprime: lições para 2026
Crises anteriores mostram que, quando ativos se distanciam da economia real, o ajuste é inevitável. A consultoria Oxfam calcula que 1% mais rico capturou quase dois terços da nova riqueza global gerada após 2020, enquanto salários estagnaram. O Banco Mundial também alerta que a dívida privada atingiu 200% do PIB global, ampliando o efeito dominó caso ocorra uma correção brusca.
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Crédito da imagem: Divulgação / Agência Pública