Prorrogação inesperada da concessão recoloca água e luz na pauta do voto
Neoenergia Pernambuco – A renovação antecipada de seu contrato de distribuição de energia, válida até 30/03/2060, reaqueceu o debate sobre privatizações às vésperas da decisiva eleição de 2026 em Pernambuco.
- Em resumo: Novo compromisso de 35 anos virou munição para adversários, que prometem rever concessões.
Renovação bilionária alimenta críticas históricas
A extensão do acordo, assinada em setembro de 2025, ocorreu sem consulta popular ampla e reforça a lembrança de que 70% dos pernambucanos já haviam reprovado a venda da Celpe em pesquisa de 2010, segundo o livro “O Que Pensa o Eleitor Pernambucano?”. Reportagem do G1 detalha que a prorrogação prevê aportes anuais, mas não impõe teto para tarifa, o que sustenta temores de novos reajustes acima da inflação.
“Depois do desastre para o consumidor com a privatização no ano 2000, as promessas de modicidade tarifária não foram cumpridas.” – artigo de Heitor Scalambrini Costa
Eleição de 2026: raposas políticas e risco de retrocesso
Raquel Lyra, defensora da concessão da Compesa, e João Campos, crítico pontual da medida, disputam o Palácio do Campo das Princesas cercados por antigos clãs regionais. A oposição alerta que a agenda de vendas pode avançar sobre serviços essenciais, enquanto analistas lembram que, segundo levantamento do Ipea em 2023, 62% dos brasileiros veem com reservas a transferência de estatais de infraestrutura para a iniciativa privada.
O que você acha? Privatizações prolongadas sem consulta popular garantem eficiência ou penalizam o consumidor? Para mais análises, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Neoenergia